A Ceia Não É Apenas Sobre Perdão
Mateus 26:26-28
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e o abençoou. Em seguida, partiu-o em pedaços e deu aos discípulos, dizendo: "Tomem e comam, porque este é o meu corpo". Então tomou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois, entregou-o aos discípulos e disse: "Cada um beba dele, porque este é o meu sangue, que confirma a aliança. Ele é derramado como sacrifício para perdoar os pecados de muitos.
Vivemos em uma geração que valoriza a liberdade.
Queremos escolher nosso caminho, tomar nossas decisões e construir nossa própria história. E isso não é necessariamente ruim. Deus nos criou com capacidade de decidir.
Mas já percebeu como, mesmo tendo tantas opções, muitas vezes nos sentimos perdidos?
Temos acesso a mais informações do que qualquer geração da história. Mesmo assim, a ansiedade cresce, os relacionamentos se tornam mais frágeis e o sentimento de vazio continua presente.
Talvez o problema não seja a falta de liberdade.
Talvez a pergunta seja:
Quem está conduzindo a nossa vida?
Essa mesma pergunta aparece, de certa forma, no relato da última ceia.
Mateus nos leva para dentro de uma celebração que lembrava a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito. Todos os anos, os judeus se reuniam para recordar como Deus havia resgatado seu povo.
Mas naquela noite algo diferente acontece.
Jesus toma o pão.
Jesus toma o cálice.
E aponta para si mesmo.
Ele não está apenas anunciando sua morte.
Ele está revelando uma aliança.
Uma aliança é mais do que uma promessa. Ela revela quem pertence a Deus e qual relacionamento Deus deseja ter com aqueles que o seguem.
Talvez por isso Jesus fale da aliança antes da cruz.
Porque o problema da humanidade nunca foi apenas uma lista de erros.
O problema é mais profundo.
O pecado não é apenas fazer algo errado.
O pecado é viver distante daquele para quem fomos criados.
Foi isso que aconteceu no Éden. Antes da desobediência existir, houve uma ruptura no relacionamento. O ser humano decidiu confiar mais em si mesmo do que em Deus.
Desde então, carregamos a mesma luta.
Queremos a paz de Deus, mas nem sempre queremos sua direção.
Queremos seus benefícios, mas resistimos a entregar o controle da nossa vida.
Por isso a cruz não existe apenas para perdoar pecados.
Ela existe para restaurar relacionamentos.
Por meio de Cristo, Deus não apenas nos perdoa.
Ele nos recebe como filhos.
A ceia nos lembra que fomos chamados para voltar àquele para quem fomos criados.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja:
"Estou cometendo algum pecado?"
Mas:
"Quais áreas da minha vida ainda estou tentando controlar sozinho?"
Relacionamentos?
Ansiedade?
Planos para o futuro?
Identidade?
Propósito?
A santificação não acontece quando nos tornamos perfeitos da noite para o dia.
Ela acontece quando, pouco a pouco, entregamos a Cristo aquilo que antes insistíamos em governar sozinhos.
A ceia é um memorial da aliança.
Ela nos lembra que pertencemos a Deus.
Ela nos lembra que fomos reconciliados por Cristo.
Ela nos lembra que estamos sendo transformados para refletir novamente a imagem de Deus em nossa vida.
Por isso, da próxima vez que participar da ceia, não pense apenas no que Cristo fez por você.
Pergunte também:
Onde Cristo já governa minha vida?
E onde ainda resisto à sua direção?
Porque o objetivo final da aliança não é apenas nos livrar da morte.
É restaurar em nós a vida para a qual fomos criados.
Para refletir esta semana
Pare alguns minutos e responda com sinceridade:
Qual área da sua vida você tem mais dificuldade de entregar a Cristo?
Não responda para ninguém.
Converse com Deus sobre isso.
A transformação começa quando paramos de fugir da pergunta certa.
Frase para guardar
A ceia não nos lembra apenas que fomos perdoados. Ela nos lembra que pertencemos a Deus e estamos aprendendo a viver sob a direção de Cristo.
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