Como quero viver?

 


O maior desafio do ser humano é a autojustificação. Quando somos confrontados por situações que revelam nossa impotência, a tendência é procurar desculpas: “sou uma boa pessoa, não faço mal a ninguém”, ou transferir a culpa para os outros. Essa mesma atitude se repete quando somos confrontados pela Palavra: em vez de nos rendermos a Deus, permanecemos presos a tradições, regras e obras que não podem nos justificar.

Paulo, em 2Coríntios 3, faz um contraste entre a antiga e a nova aliança. A Lei, escrita em pedras, foi dada por Deus e cumpriu sua função: revelar Sua santidade e expor o pecado humano. Por isso, “a letra mata”, porque mostra a culpa e a incapacidade do homem de se aproximar de Deus pelas próprias obras. Mesmo os sacrifícios exigidos pela Lei não tinham poder em si mesmos, mas eram estabelecidos por Deus como meio de apontar para Cristo, o Redentor perfeito. Sempre era Deus quem justificava o pecador arrependido.

O problema surgia quando o coração se endurecia e a obediência se transformava em orgulho religioso. Muitos confiavam em suas próprias práticas e se apresentavam diante de Deus como justos por suas obras. Essa autossuficiência, porém, só gerava peso, soberba e conflitos.

Por isso Paulo afirma: Contudo, sempre que alguém se volta para o Senhor, o véu é removido.  Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade." (2Co 3:16-17 NVT). Essa mesma verdade foi confirmada pelo próprio Cristo: Então conhecerão a verdade, e a verdade os libertará".  (João 8:32 NVT). Aqui está a chave: a verdadeira transformação não vem da letra, mas do Espírito, que grava a Lei no coração e aponta para Cristo como único justificador.

Assim, a grande pergunta é: como quero viver? Pela autossuficiência, confiando em méritos próprios, ou pela dependência de Cristo, que concede graça, perdão e liberdade? Se escolhemos viver tentando nos justificar, seremos como o fariseu da parábola em Lucas 18:9-14, que se exaltou em sua própria justiça. Mas se reconhecemos que somos pecadores e nos lançamos na graça, seremos como o publicano, justificado por Deus e não por si mesmo.

Jesus mesmo conclui: Então conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". (João 8:32 NVT). A verdade é Ele, e nEle encontramos não apenas perdão, mas também a paz que nos reconcilia com Deus, conosco mesmos e com o próximo.

 

 

Reflita

 

  1. A autojustificação sempre fecha a porta do perdão, porque substitui a graça pela ilusão dos méritos pessoais.

 

  1. Somente a graça abre o caminho da verdadeira liberdade, retirando o véu que cega o coração e conduzindo-nos a Cristo.

 

 

Aplique

 

  1. Examine seu coração diante da Palavra: em vez de justificar-se ou culpar outros, reconheça sua incapacidade e dependa de Cristo.

 

  1. Viva como carta de Cristo: permita que sua vida reflita a transformação do Espírito, não a religiosidade das obras externas.

 

 

Memorize

“A autojustificação prende; a verdade em Cristo liberta.”

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